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7-3 Rachel Cavalcanti casada com o Capitão Julio Limeira. Sem geracção. 6-2 Rachel Munhoz de Moraes, casada com o Capitão de Cavallaria do exercito Leoncio Rafael de Moraes, fallecido, filho do agrimensor Evaristo Cicero de Moraes e de sua mulher Anna de Moraes. Teve: 7-1 Rafael Munhoz de Moraes, solteiro. 7-2 Carlos Munhoz de Moraes, casado com Zilda Schimmepheneg Pereira Munhoz. Teve: 8-1 Dilza. 7-3 Alfredo Munhoz de Moraes, solteiro. 6-3 Major Raul Munhoz, do exercito nacional, casado com Haydée Pereira Munhoz. Teve: 7-1 Saul Munhoz, casado com Zayde Fonseca de Almeida Munhoz. Teve: 8-1 Nelson 7-2 Rubens Munhoz, solteiro. 7-3 Inisila Munhoz, casada com Emannoel Vicente da Rocha e de Francisca Lisboa Rocha. Teve: 8-1 Amaury. 8-2 Maria Olga. 7-4 Hariclée. 7-5 Darclée. 7-6 Myriam. 7-7 Ritta. 7-8 Evandro. 7-9 Maria Thereza. 6-4 Tarcilla Munhoz, casada com Carlos Franco de Souza. Teve: 7-1 Milton. 7-2 Ritta. 7-3 Alfredo. 7-4 José. 7-5 Myriam.
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7-6 Ernani. 6-5 Silvia Munhoz Velloso, casada com Antonio Duarte Velloso. Sem descendentes. 6-6 Helvidia dArc Munhoz, fallecida foi casada com o Dr. Antonio Martins Franco. Sem descendentes. 6-7 Caetanno José Munhoz, capitão do exercito nacional, fallecido na campanha do Contestado. Era casado com Gertrudes Lopes Munhoz, filha do Major Artur Martins Lopes e de Guilhermina da Cunha Lopes. Neta pelo lado paterno de Cândido Martins Lopes e de sua mulher Gertrudes da Silva e pela parte matterna do maestro Jacynto Mannoel da Cunha e de sua primeira mulher Joaquina Maria da Cunha, dos quaes trataremos n´esta obra. Teve: 7-1 Marina. 7-2 Raul. 7-3 Dinorah. 5-1 O Commendador Alfredo Caetanno Munhoz do seu segundo matrimonio teve três filhos: 6-1 Ritta. 6-2 Alfredo. 6-3 Maria da Luz. 5-2 Coronel Caetanno Alberto Munhoz, nasceu em Curityba a 19 de Outubro de 1847 e Falleceu a 2 de Maio de 1908. Como seu irmão Alfredo era homem illustrado, tendo iniciado seus estudos no Collegio do Professor Kopeck, em Petropolis. Ainda muito moço dedicou-se à carreira burocratica, na qual muito se distinguiu e soube honrar e ellevar pela sua competência honestidade, zelo e dedicacção. Em 29 de Novembro de 1870 foi nomeado 2º Escripturario da Thesouraria de Fazendo do Pará; a 1º de Abril de 1873 foi nomeado 1º Escripturario da Thesouraria da Fazenda do Paraná, tomando posse a 14 de Maio desse anno. Por decreto de 29 de Janeiro de 1881 foi nomeado inspector da Thesouraria
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de Fazenda de Matto Grosso, em Commissão; foi chefe de secção da Alfândega de Santos; por decreto de 1º de Junho de 1890 foi nomeado inspector da Alfândega de Paranaguá, em Commissão, e por decreto de 24 de Setembro de 1892 foi aposentado, quando se achava exercendo o logar de Inspector da Thesouraria de Fazenda de S. Paulo. Foi Sb director da Empreza Docas de Santos. Pelo govêrno do Paraná foi honrado com a sua nomeacção para o honroso cargo de Secretario do Interior e Justiça, cargo que desempenhou com rara competência e zelo, durante um quatriennio. O Govêrno da Republica procuou aproveitar os meritos incontestáveis do illustre paranaense, e o fez revêrter à classe de Fazenda que tanto soube honrar. Falleceu quando no exercicio do cargo de Dellegado Fiscal do Thesouro Nacional em Curityba, depois de proveitoso tirocínio de perto de 40 annos de distinctos serviços. Publicou divêrsos trabalhos seus, entre os quaes: Apontamentos sobre Inspectora Commercial, opúsculo publicado em Santos em 1887. Canhenho dos Conferentes e Despachantes das Alfândegas, precioso livro aduaneiro, em 1887, Santos. Processo administractivo sobre contrabando, 1893. Serviço externo. Escripturacção mercantil. Instruções sobre Conferencia. Procurações. Livros esses de grande utilidade, suas edições foram todas esgottadas, revelando seu talento e grande competência.. Na classe de Fazenda ninguém levou-lhe a palma. Casou em primeiras nupcias com Leonidia da Silva Pereira, fallecida na flor dos annos, a 6 de Novembro de 1882, filha de Francisco da Silva Pereira e de sua mulher Constança Bertolina de Sá Ribas, e em segunda nupcias com Maria da Conceição Lustoza Munhoz. Teve do primeiro matrimonio: 6-1 Coronel Alcides Munhoz, nascido em Curityba a 2 de Agosto de 1873. No anno de 1897 foi nomeado official da Secretaria de Finanças, Comercio e Inspectora, onde iniciou a vida publica, attingindo ao
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alto cargo de Director Geral, em que se acha actualmente. Liberato dos mais salientes, tem produzido e publicado divêrsas obras de valor: Pathmos; Mbá; O Grande Theatro; O Cérebro de Um Duque; Esboço Politico do Dr. Vicente Machado; O Snr. Sylvio Romero e o Allemanismo no Sul do Brasil; A Teutofobia do Snr. Sylvio Romero; O Pão Brasileiro; O Paraná e o Trigo etc. Sua natural tendência literária é para o theatro, tendo já escripto divêrsos Dr.amas e comedias, muitos doa quaes levados à cena. Dentre as suas muitas producções teatrais destacam-se: O Vigilado; As Meias de Seda; Castor e Poluz; Flor do Campo; Estrela Polar; Dom Luxo. É membro do Centro de Letras, do Instituto Historico paranaense e da Academia de Letras do Paraná, da qual é Presidente. Casou-se com Iphigenia de Macedo, filha do Coronel Mannoel Ribeiro de Macedo Júnior e sua primeira mulher Benedita Rosa de França Macedo, casados a 19 de Janeiro de 1876. 6-8 de 5-3 de 4 -9 de 3-1 de 2-1 / 1º do Capitulo 2º, titulo RodriguesSeixas. Teve: 7-1 Dr. Laertes Munhoz, advogado. Casou em 1925 com Eloisa de Souza Munhoz, filha de José Conrado de Souza, secretario da instrucção publica do Paraná, e de sua mulher Carlota de QuaDr.os Souza, fallecida. 7-2 Dr. Milton Munhoz, medico, formado em 1925, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. 7-3 Alcides Munhoz Filho, destacado alumno da Escola de Guerra. 7-4 Leila Munhoz. 7-5 Mannoel Alberto Munhoz, ginasianno. 6-2 Francisca Munhoz Pereira, casada com Lotario da Silva Pereira, industrial, filho de Tristão da Silva Pereira e de sua segunda mulher Benedita do Carmo Brito. Teve: 7-1 Leonidia Pereira de Lacerda, casada com Artur Suplicy de Lacerda, commerciante na Lapa.
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Teve: 8-1 Arthur. 8-2 7-2 Odette Pereira de Leão, casada com Agostinho de Leão, filho do capitalista Agostinho Ermelino de Leão e de sua mulher Maria Clara Abreu de Leão. Teve: 8-1 Agostinho. 8-2 7-3 Carmem Pereira Cartaxo, casada com Dr. Alcebiades Guarira Cartaxo, engenheiro, residente em S. Paulo, filho de José Joaquim do Couto Cartaxo, serventuario de Fazenda, já fallecido, e de sua mulher Maria Eulina Guarita Cartaxo, fallecida. Teve: 8-1 Beatriz. 8-2 Dulce. 7-4 Lotario Pereira Filho. 7-5 Cecy. 7-6 Flavio Pereira. 6-3 Lucila Munhoz Moreira, casado com o Dr. Arthur Xavier Moreira, Coronel do exercito. Teve: 7-1 Debora. 7-2 Aristotelles. 7-3 Ernestina. 7-4 Archimedes Moreira. 7-5 Aristarco Moreira. 5-2 Coronel Caetanno Alberto Munhoz, teve de seu segundo matrimonio: 6-4 Dr. Alberto Lustoza Munhoz, advogado, empregado da Fazenda. 6-5 Dr. Adhemaro Lustosa Munhoz, engenheiro civil, Director das Obras Publicas do Estado, casado com Ignes Colle, filha do Dr. Santiago M. Colle e de sua mulher Annita Colle. 6-6 Mannoel, fallecido em creança. 6-7 Aristophanes, fallecido em creança.
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5-3 Augusta Munhoz Negrão, casada com o Major Mannoel de Souza Dias Negrão, 5-9 de 4 -6 de 3-1 de 2-1 do /1º Capitulo, capitulo 2º, do titulo RodriguesSeixas desta obra. Ahi a descendência. 5-4 Luiza Munhoz, fallecida solteira. 5-5 Maria Leocadia Munhoz, casada em primeiras nupcias com o seu primo Coronel Bento Munhoz da Rocha, importante industrial, já fallecido, filho de Mannoel Martins da Rocha e de Maria Licia Munhoz, 4-2 adiante. Casou-se em segundas nupcias com o Coronel Mannoel Bonifacio Carneiro, fallecido. Teve do primeiro matrimonio: 6-1 Dr. Caetanno Munhoz da Rocha, nascido na cidade de Antonina no dia 14 de Maio de 1879. Em 1896 matriculou-se na faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, concluindo seu curso no anno de 1902; em 1º de Dezembro de 1905 fundou em companhia de seu irmão Idefonso Munhoz da Rocha, a acreditada firma commercial Munhoz da Rocha e Irmão, a qual teve logo grande incremento. Em 1904 foi elleito deputado ao Congresso Legislactivo Estadoal, para o biennio de 1904 - 1905. Foi successivamente reelleito para as legislaturas de 1906 - 1907, 1908 - 1909 (na qual foi elleito 1º Vice- Presidente), 1910 - 1911, 1912 - 1913, 1914 - 1915, 1916 - 1917, quando Occupou o cargo de Presidente do Congresso por escolha de seus pares. Em 21 de Junho de 1908 foi elleito Prefeito Municipal de Paranaguá, para o quatriennio de 1908 - 1912 e a 21 de Junho de 1912 foi reelleito para o de 1912 - 1916, tendo renunciado o mandato a 15 de Novembro de 1915, por havêr transferido sua residencia para a Capital do Estado. A cidade de Paranaguá deve-lhe rellevantes serviços, salientando-se entre outros o do abastecimento dágua e construcção da rede de esgotos, a Dr.enagem e aterro de grande parte da zona baixa da cidade, varias ruas foram recalcadas a
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paralellepípedos e as praças ajardinadas, fazendo-se a abertura de novas ruas e de vastas avenidas, ligando a cidade ao porto de D. Pedro II. O Dr. Caetanno Munhoz da Rocha, quando Prefeito de Paranaguá, reformou e saneou a cidade. Para o quatriennio de 1916 - 1920 foi elleito 1º Vice- Presidente do Estado, tendo exercido a administracção publica durante o impedimento do Presidente Dr. Afonso Alves de Camargo. Foi Secretario da Fazenda, e mais tarde Secretario da Fazenda, Agricultura e Obras Publicas, durante o exercicio govêrnamental do referido Presidente. Elleito Presidente do Estado do Paraná, para o quatriennio de 1920 - 1924, assumiu a gestão publica a 25 de Fevêreiro de 1920, sendo reelleito para o mesmo cargo no quatriennio de 1924 - 1928. O Dr. Caetanno Munhoz da Rocha vem fazendo com largo descortinio politico uma administracção hon´esta e inatacavel, pelo seu espirito clarividente e estadista compenetrado e forte. Casou-se em primeira nupcias, na cidade de Paranaguá, a 14 de Fevêreiro de 1903, com Olga Souza Munhoz da Rocha, filha do Major Mannoel Francisco de Souza e de sua mulher Francisca Carneiro de Souza. Fallecida no dia 29 de Janeiro de 1921. Casou-se em segundas nupcias, a 8 de Dezembro de 1921 com Domitilla Almeida Munhoz da Rocha, filha do Coronel Alfredo Xavier de Lameida e de Maria Luiza Grein de Almeida. Com o fallecimento de sua esposa em Agosto de 1923, o Dr. Caetanno Munhoz da Rocha contraiu terceiras nupcias a 16 de Janeiro de 1924 com Sylvia Braga Munhoz da Rocha, filha do Coronel Mannoel Antonio da Cunha Braga e de sua mulher Victoria de Lacerda Braga, já fallecidos. Neta pela parte paterna de João Mannoel da Silva Braga e de sua mulher Francisca Luiza da Cunha; por esta bisneta do Commendador Mannoel Antonio da Cunha e de sua mulher Joaquina Teixeira Coelho, filha de Francisco Teixeira Coelho, tronco da familia desse appellido, e que
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foi o primeiro capitão-mor e fundador da cidade da Lapa. Casado com Gertrudes Maria dos santos, fallecida a 5 de Fevêreiro de 1832. Teve do primeiro matrimonio: 7-1 Zorah de Jesus, fallecida 7-2 Bento Munhoz da Rocha Neto, acadêmico de engenharia. 7-3 Odah Cecilia da Rocha Ferreira, casada em 1923 com o Dr. Leonidas do Amaral Ferreira, medico oculista, filho do Dr. João Cândido Ferreira e de Josepha do Amaral Ferreira. Teve: 8-1 Leonidas. 8-2 Olga. 7-4 Maria Zorah, solteira. 7-5 Olga, fallecida. 7-6 Vêra Maria. 7-7 Olga Maria, fallecida. 7-8 Gabriel. 7-9 Dinorah Maria. 7-10 Maria José. Teve do segundo matrimonio: 7-11 Caetanno. Teve do terceiro matrimonio: 7-12 Mannoel Antonio. 6-2 Idefonso Munhoz da Rocha, grande industrial e sócio da firma Munhoz da Rocha e Companhia, casado com Palmyra Pereira Alves da Rocha; filha do Coronel Elysio de Siqueira Pereira Alves, acreditado negociante em Paranaguá, e de sua mulher Elfrida de Abreu Pereira Alves; Neta pelo lado paterno do Coronel Agostinho Pereira Alves e de sua mulher Balbina de Siqueira Pereira Alves, e neta pela parte matterna do Dr. José Mathias Ferreira de Abreu e de sua mulher Joaquina Corrêa Guimarães. Teve: 7-1 Maria de Lourdes Munhoz Zaina, casada em 1925 com o 1º Tenente do Exercito Ernani Nogueira Zaina. 7-2 Diva.
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7-3 Luiz. 6-3 Humberto Munhoz da Rocha, casado com Clotilde de Oliveira Rocha, filha do major Luiz Marianno de Oliveira e de sua primeira mulher Noemia Neves de Oliveira. Neta pela parte paterna de José Marianno de Oliveira, natural do Rio de janeiro, e de sua mulher Anna de Oliveira, e neta pela parte matterna do Capitão Joaquim Xavier Neves e de sua mulher Adellaide de Amorim Neves. Teve: 7-1 Bento de Oliveira Rocha. 7-2 José de Oliveira Rocha. 7-3 Neuza de Oliveira Rocha. 7-4 Maria de Oliveira Rocha. 7-5 Gastão de Oliveira Rocha. 7-6 Hilda de Oliveira Rocha. 6-4 Maria da Conceição, fallecida com 11 annos. 6-5 Hilda Munhoz da Rocha Amaral, casada com Homero do Amaral, filho do Dr. Victor Ferreira do Amaral e Silva e de sua primeira mulher Paulina Braga do Amaral, filha de João Mannoel da Silva Braga e de sua mulher Maria Antonia dos Santos, dos quaes trataremos n´esta obra. Teve: 7-1 José. 7-2 Paulina. 7-3 Francisco. 7-4 7-5 5-6 Francisca Munhoz Vianna, casada com o major Francisco de Paula Ribeiro Vianna, que foi Thesoureiro da Dellegacia Fiscal de Curityba, filho de Bernardo José Ribeiro Vianna, Portuguez, e de sua mulher Rosa Maria Borges. Neto pela parte paterna de João Mannoel Ribeiro Vianna e de sua mulher Gertrudes Rosa; neto pela parte matterna do Ajudante José Borges de Macedo e de Maria Rosa Lima. Teve:
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6-1 Ernestina Vianna Novaes, fallecida, foi casada com o Coronel Dr. Américo Dias Novaes, engenheiro militar. Teve: 7-1 Jurandyr Novaes, casado com Emilia Litz Novaes. 7-2 Nahir. 7-3 Ortegal. 6-2 Ernesto Ribeiro Vianna, casado com Ignacia de Mattos, filha de Mannoel Luiz de Mattos, que foi importante commerciante em Curityba, e de Anna Braga de Mattos. Teve: 7-1 Luiz. 7-2 Cid Ribeiro Vianna, casado. 7-3 Acácia Vianna bringer, casada com Jorge Bringer. Teve: 8-1 Roberto 7-4 Oswaldo. 7-5 Maria de Lourdes, casada com Luiz Izerns. Teve: 8-1 Mario. 7-6 Zahir. 6-3 Francisca Vianna de Araújo, casada com João Lourenço de Araújo. Teve: 7-1 Odette de Araújo Beviláqua, casada com Pedro Beviláqua. 7-2 Odilon. 7-3 Olga. 6-4 Bernardo Ribeiro Vianna, casado com Maria do Pilar Aguiar Vianna. Teve: 7-1 Mercedes. 7-2 Aracy. 7-3 Francisco. 6-5 Julio Ribeiro Vianna, casado com Sarah Tramujas, filha de Alfredo Tramujas e de sua primeira mulher Francisca de Azevedo Tramujas. Teve: 7-1 Elza. 7-2 Eurico.
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7-3 Edgard. 6-6 Rosa Ribeiro Vianna, casada com João de Oliveira Vianna, filho de Bento de Oliveira Vianna e de sua mulher Barbara Teixeira Vianna. Neto pela parte paterna de Mannoel Bento Vianna e de sua segunda mulher Francisca de Paula França; neto pela parte matterna de Martinho Diogo Teixeira e de sua mulher Balbina Lopes. Teve: 7-1 Milton. 7-2 Acacilda. 7-3 Wollaston. 7-4 Wellington. 7-5 Waltheno. 6-7 Cecy, solteira. 6-8 Jacy e mais 7 filhos fallecidos na infancia. 5-7 Tenente-Coronel João Alberto Munhoz, fallecido. Foi director da Secretaria do Interior do Estado do Paraná. Como funccionario modellar, intelligente e zeloso, soube honrar as luminosas tradições de sua familia. Bondoso e justo, gozou sempre da consideracção e respeito de seus chefes, assim como dos seus subordinados . Casou-se com Maria Eulalia Moreira Munhoz, filha de José Moreira de Freitas e de sua mulher Maria Moreira de Freitas. Teve: 6-1 Valdivia Munhoz Gonçalves, casada com José Antonio Gonçalves Júnior. Teve: 7-1 João. 7-2 Trajanno. 7-3 Belkiss. 7-4 Delourdes, casada com PedroMuzzilol, sem filhos. 7-5 Anna. 7-6 Jayme. 6-2 Alfredo Alberto Munhoz, tellegrafista do Estado, casado com Herminia Lopes Munhoz, filha do Major Arthur Martins Lopes e de Guilhermina da Cunha Lopes. Teve:
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7-1 Oscar. 7-2 João. 7-3 Arthur.. 7-4 Ilza. 7-5 Nilza. 7-6 Nilda. 7-7 Hilda. 7-8 Luiz. 7-9 Alfredo, fallecido 6-3 Francisca Munhoz, casada com Antonio Romualdo Ferreira. Teve: 7-1 Alpheu. 7-2 Alfredo. 7-3 6-4 Maria da Luz Munhoz, casada com Carlos Furtado Santiago. Filhos: 7-1 Myriam. 7-2 Maria Eulalia. 7-3 Florentina. 6-5 Carmem Munhoz, casada com Joaquim Góes Mello. Teve: 7-1 José. 7-2 Maria do Carmo. 7-3 Maria da Conceição. 6-6 Albertina Munhoz, casada com Arcenio Bonifacio Nogueira, ambos fallecidos. 7-1 Com 3 filhos menores fallecidos 6-7 Lydia Munhoz, solteira. 6-8 João, fallecido. 5-8 Florencio José Munhoz, foi grarda-mor da alfândega de Paranaguá, Alagoas e mais tarde de Santos, onde Falleceu. Casou com Julieta Soares, filha de Mannoel Soares Gomes e de sua mulher. Teve:
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6-1 Herminia Munhoz Barros, casada com o capitão do exercito Fernando Nogueira de Barros. Teve: 7-1 Yolanda. 7-2 Mary. 7-3 Rosina. 7-4 Mario. 6-2 Evelina Soares Munhoz, casada com Antonio Alves Ribeiro, que foi serventuario de Fazenda, já fallecido. Teve: 7-1 Alfredo. 6-3 Farnklin Soares Munhoz, casado com Eliza Reis, fallecidos. Filhos: 7-1 Jandyra. 7-2 Odette. 6-4 Arabella Soares van Erven, casada com o Capitão Sylvio Van Erven. Teve: 7-1 Herbert. 7-2 Sylvio. 7-3 Dante. 7-4 Beatriz. 5-9 José Caetanno Munhoz, fallecido. Foi importante negociante em Santos, casado com Augusta Patusca Munhoz. Teve: 6-1 Aracy Munhoz, fallecida solteira. 6-2 José Caetanno Munhoz Filho, casado com Anna Eliza Pacheco Munhoz. Teve: 7-1 Beatriz Munhoz. 6-3 Maria Iracema Munhoz. 6-4 Hugo Munhoz. 6-5 Caetanno Munhoz . 6-6 Carlota (Carlotinha) Munhoz, hábil pianista, realizou um importante concerto musical em Curityba em Dezembro de 1925. 5-10 Carolina Munhoz, casada em primeiras nupcias com
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Eugênio Ferreira da Luz, filho de Vicente da Luz e de sua mulher Florencia do Amaral, 4 -1 de 3-5 de 2-7 do /8º capitulo 2º deste titulo. Casou em segundas nupcias com seu primo Mannoel Martins Rocha, filho de Mannoel Martins Rocha, Portuguez, e de sua mulher Maria Licia Munhoz, 4 -2 adiante. Teve do primeiro matrimonio: 6-1 Eugênio, fallecido na infancia. Teve do segundo matrimonio: 6-2 Bento Munhoz da Rocha Sobrinho, casado com Carlota Baptista da Rocha. Teve: 7-1 Maria Bernadette, fallecida a 29 de Janeiro de 1926. O Tenente coronel Caetanno José Munhoz, 4 -1, teve do segundo matrimonio: 5-11 Narcizo Munhoz, fallecido. Foi inferior do exercito. 5-12 Adalberto Munhoz. Foi militar. Fallecido. 5-13 Olivia Munhoz Werneck, casada com o tellegrafista da 1ª classe Elpidio Werneck de Capistranno, filho do tellegrafista João Werneck Sampaeo de Capistranno e de sua mulher Maria Sorana Werneck de Capistranno. Teve: 6-1 Edylde. 6-2 Alvir. 6-3 Evanina. 6-4 Ezilda. 6-5 Almir, fallecida. 6-6 Erayde. 5-14 Capitão Amadeo Munhoz, fallecido solteiro. Foi Capitão do Regimento de Segurança do Estado do Paraná. Official brioso e destemido que executou sempre as mais arriscadas commisões. 5-15 Maria Munhoz Mäder, casada com João Mäder, importante industrial de herva-matte, filho de Martim Madre e de sua mulher Maria Bley Madre, ambos dos primeiros colonos allemães que em 1829 vieram colonizar o Rio Negro, onde se tornaram ellementos de progresso e adquiriram fortuna, valor e prestígio social e politico. Teve:
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6-1 Avany Mäder de Macedo, foi casada com José Ubaldino de Macedo, filho de Mannoel de Macedo e de Olga Fonseca de Macedo. Teve: 7-1 Mannoel, nascido em 1º de Agosto de 1917. 7-2 Paulo, nascido em 1º de Dezembro de 1918. 7-3 Maria Aparecida, nascida a 14 de Abril de 1920. 6-2 Zayde Mäder, casada com Carlos Machado Soares, natural do Rio de Janeiro, filho de José Machado de Vasconcelos e de Marianna Soares de Vasconcelos. É funccionario do Banco do Brasil. Sem filhos em 1925. 6-3 Dylah Mäder, Nunes Pereira , casada com o Dr. Altamiranno Nunes Pereira, official do exercito e engenheiro civil, formado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Paraná, onde conquistou com brilhantismo seu curso, pelo que a Prefeitura Municipal de Curityba, como premio que concede annualmente aos mais distinctos doutorandos das 3 Academia de que se compõem a Universidade, o nomeou para Ajudante do Engenheiro da Camara. É filho do Capitão do exercito Annaurelino Nunes Pereira e de sua mulher Generosa Gonçalves Pereira. Teve: 7-1 Maria de Lourdes, nascida em 17 de Fevereiro de 1923. 7-2 Maria Bernadette, nascida em 16 de Junho de 1925. 6-4 Dr. Algacyr Mäder, engenheiro civil, nascido a 21 de Abril de 1903. 5-16 Leocadia, fallecida. 5-17 Lindolpho, fallecido. 5-18 Conrado, fallecido. 4-2 Maria Licia Munhoz, casada com Mannoel Martins da Rocha, Portuguez. Teve:
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5-1 Coronel Bento Munhoz da Rocha, casado com sua prima Maria Leocadia, 5-5 de 4-1, ahi os descendentes. 5-2 Mannoel Martins da Rocha, casado com sua prima Carolina Munhoz, 5-10 de 4-1 retro. Filho: 6-1 Bento Munhoz da Rocha Sobrinho. 5-3 Luiza Munhoz da Rocha, casada com João Ferreira. Teve: 6-1 Melchiades Rocha Ferreira, casado com Lucilia Borba Rocha Ferreira, filha de Francisco Ferreira Borba e sua mulher Marianna Rolim Borba. Filhos: 7-1 Luiza. 7-2 Hellena. 7-3 João. 7-4 Pericles. 7-5 Edmée. 7-6 Euricles. 6-2 Euclides da Rocha Ferreira, fallecido 6-3 Temistocles da Rocha Ferreira, casado com Antonieta Peixoto da Rocha Ferreira. Filhos: 7-1 Sylvia. 7-2 João. 7-3 Euclides. 7-4 Maria da Conceição. 6-4 Alcebiades da Rocha Ferreira, casado com Elvira Rocha Ferreira, filha de Francisco Ferreira Borba e Marianna Rolim. Sem Filhos. 6-5 Heraclito da Rocha Ferreira, fallecido. 6-6 Alcides da Rocha Ferreira, fallecido. 6-7 Orestes da Rocha Ferreira, fallecido. 6-8 João da Rocha Ferreira, fallecido. 5-4 Florencio Munhoz da Rocha, casado com Maria da Luz Ferreira Bello da Rocha. Filhos: 6-1 Balbina da Rocha Bueno, casada com Salustianno
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Bueno, filho de Marcelino Bueno e de Balduina Bueno. Teve: 7-1 Esther Bueno Fernandes, casada com João Mannoel Fernandes. Teve: 8-1 Anselmo. 8-2 Acacio. 8-3 Dilah. 7-2 Clodomira Bueno de Oliveira, casada com Benedito de Oliveira. Teve: 8-1 Dorilda. 8-2 Oswaldo. 8-3 Maria da Luz, fallecida. 7-3 João da Rocha Bueno. 7-4 Mannoel da Rocha Bueno. 6-2 Annalia da Rocha Chaves, casada com José Lourenço de Carvalho Chaves Filho. Teve: 7-1 Arthur, fallecido. 7-2 Maria Rocha Chaves, casada com 7-3 Oswaldo , fallecido. 7-4 Joaquim. 7-5 Mannoel. 7-6 Epaminondas. 7-7 Yollanda. 7-8 Lila. 7-9 Maria da Conceição. 7-10 Maria da Aparecida , fallecida. 7-11 Sinho. 6-3 Augusto da Rocha, casado com Cecilia Barros, filha do Commendador Antonio de Barros e de sua primeira mulher Thereza de Lima Barros. Sem geracção. 6-4 Dejanira Rocha, casada com Wenceslau Feliz da Silva, já fallecido. Teve:
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7-1 Diva. 7-2 Maria da Luz, fallecida. 7-3 Odette. 6-5 Aristida Rocha de Oliveira, casada com Viriato Carvalho de Oliveira, nascido a 5 de Março de 1874, fallecido repentinamente em 1925, filho de João Carvalho de Oliveira e de sua mulher Maria da Luz Gonçalves de Oliveira. Teve: 7-1 Aristides Carvalho de Oliveira, nascido a 21 de Janeiro de 1899, agronomo, casado com Antonieta Costa, filha do Major Lufrido Costa e de Celsa Costa. Filhos: 8-1 Antonieta. 8-2 Maria. 7-2 Maria da Luz Rocha, casada com Benedito Storach. Teve: 8-1 Caio. 8-2 Yeda. 7-3 Andyra de Oliveira casada com Dr. Antonio Leopoldo dos Santos Filho, filho do Coronel Antonio Leopoldo dos Santos e de sua mulher Júlia da Luz Santos, 6-1 de 5-3 retro. Teve: 8-1 Antonio. 8-2 7-4 Acrisio. 7-5 Admar. 6-6 Ercilia Rocha, fallecida. 6-7 Idefonso Osório da Rocha, abastado industrial, casado com Odemira Cunha, filha do capitalista e industrial Amando Cunha e de sua mulher Lydia Cunha. Sem filhos 6-8 Osminda da Rocha Gonçalves, casada com Mannoel da Gama Gonçalves, filho do Capitão José Euripedes Gonçalves e de sua mulher Almedina da Gama Gonçalves. Sem Filhos.
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6-9 Euclides Rocha, solteiro. 6-10 Achilles Rocha, fallecido. 6-11 Aristida, fallecida. 5-5 Balbina Munhoz da Rocha Kuster, casada com o Coronel Antonio Carlos Kuster, fallecido. Foi industrial. Teve: 6-1 Heraclito Rocha Kuster, casado com Joanna Zarpelon Kuster, fallecida a 15 de Outubro de 1925. Teve: 7-1 Balbina Kuster, casada com José Weber . Teve: 8-1 Maria de Lourdes. 7-2 Hellena Kuster, casada com Cezar Castagalli. Teve: 8-1 Hércules. 8-2 Doracy. 7-3 José Kuster, casado com Alba Lima. 7-4 Maria. 7-5 Maria Madalena. 7-6 Carlos. 7-7 Libania. 7-8 João. 7-9 Ayda. 7-10 Edison. 7-11 Wilson. 7-12 Agostinho. 6-2 Waldomiro Rocha Kuster, casadocom Júlia Padilha Kuster . Filhos: 7-1 Antonio. 7-2 Mannoel. 7-3 Celina. 7-4 Guilhermina. 7-5 Helia. 7-6 Hellena. 7-7 Sebastião. 6-3 Alaide Rocha Kuster maranhão, casada em 1901, em Campo Largo, com o Dr. Luiz de Albuquerque Maranhão, Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná.
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Nasceu na Capital do Estado de S. Paulo a 15 de maio de 1875. Nessa mesma Capital estudou humanidades no seminário episcopal e depois no antigo collegio Ivahy, fazendo os seus preparatorios no curso annexo à faculdade de Direito, na qual se matriculou em 1893. Terminou o curso e recebeu o grau de bacharel em Bariguy Jurydicas e Sociaes, no dia 8 de Dezembro de 1896. Até 1899 advogou nos auditorios daquella Capital, manifestando grande atividade e não menos vocacção para a carreira que abraçara. Transferindo-se então para o Paraná, a 20 de Outubro daquelle anno, assumiu o exercicio do cargo de juiz municipal do Termo de Campo Largo, onde permaneceu até Agosto de 1901. Em 1901 foi nomeado Promotor Publico de Curityba, cargo que exerceu com brilhantismo, prestando rellevantes serviços à justiça publica até Fevêreiro de 1904. Assumiu então a Presidencia do Estado o ilustra Dr. Vicente Machado da Silva Lima, que nomeou o Dr. Albuquerque Maranhão, Chefe de Policia do estado, cujo cargo assumiu a 25 de Fevêreiro daquelle anno, nelle permanecendo até 6 de Janeiro de 1906. Quando Chefe de Policia fez concurso perante o Superior Tribunal de Justiça, para exercer o cargo de juiz de Direito e sendo classificado em 1º logar, entre os sete candidactos à vaga existente na comarca de Rio Negro, foi nomeado Juiz de Direito dessa Comarca, da qual foi removido para a de Palmas, onde reinavam grandes dissidias e paralisacção no movimento forense. Em 1907, ainda na Presidencia de Vicente Machado, foi removido para a Comarca de Antonina, onde permaneceu apenas 4 meses, sendo removido ainda em Maio desse anno para a Comarca de Guarapuava, estando já na presidencia do Estado. O eminente paranaense Dr. João Cândido Ferreira que substituíra o Dr. Vicente Machado. Em Guarapuava o Dr. Albuquerque Maranhão, exerceu a judicatura até Julho de 1909, quando removido, a pedido para a Comarca de União da Vitoria, onde permaneceu até Novembro de 1910, quando foi novamente removido a pedidos, para a Comarca da Lapa. Nessa Comarca permaneceu
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durante o longo período de 8 annos e meio, até que, tambem a pedido, foi mais uma vez removido em Maio de 1919, para a 1ª Vara de Orphãos, Interditos, Ausentes e Provedoria da Capital. Em Outubro desse anno na administracção do Presidente Dr. Afonso Alves de Camargo, foi nomeado Chefe de Policia interino do estado, exercendo esse cargo até 3 de Novembro daquelle anno. A 25 de Fevêreiro de 1920, assumindo a Presidencia do estado o Dr. Caetanno Munhoz da Rocha, nomeou o Dr. Albuquerque Maranhão, Chefe de Policia do estado, em cujo cargo tem se mantido até a presente data, a contento e com proveito para o interesse publico. Em 31 de Dezembro de 1922, o Dr. Albuquerque Maranhão foi nomeado Desembargador do Superior Tribunal de Justiça do Estado, preenchendo por merecimento a vaga então existente naquella alta cooperacção judiciária do Estado. Na convenção do Partido Republicanno paranaense, realizada n´esta Capital no dia 30 de Agosto de 1925, foi escolhido para em companhia do Sr Marins Alves de Camargo e Coronel Percy Wilthers, representar o Paraná na convenção nacional, reunida a 12 de Setembro na Capital Federal, para a escolha do Presidente e Vice-presidente da Republica, como sucessores dos Dr.s. Arthur da Silva Bernardes e Estacio Coimbra. Teve: 7-1 Eurico de Albuquerque Maranhão, serventuario publico Estadoal. 7-2 Carlos Luiz de Albuquerque Maranhão, funccionario do Banco do Brasil. 7-3 José Peres, estudante da Escola Militar. 7-4 Edgard Maranhão, ginasianno. 7-5 Marina. 7-6 Marcelo. 7-7 Maria Nazareth. 7-8 Luiz Maranhão, ginasianno. 7-9 Zulmira. 6-4 Ercilia Rocha Kuster, fallecida, foi casada com Cândido Guedes Chagas. Sem filhos
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6-5 Dr. Mannoel da Rocha Kuster, engenheiro civil, solteiro. 6-6 Christianno da Rocha Kuster, agrimensor, solteiro. 5-6 Maria da Rocha Miranda, fallecida, foi casada com o Coronel Alexandre Gonçalves Cordeiro de Miranda, tambem fallecido e que foi prestigioso chefe politico na cidade de Campo Largo. Sem Filhos. 5-7 Adolpho Rocha, casado com Maria Saldanha Rocha. Filhos: 6-1 Dr. Belmiro Saldanha da Rocha, medico e inspector de saude do porto de Paranaguá, casado com Rosita Bastos da Rocha. Filhos: 7-1 Nelson. 7-2 Ruth. 7-3 Eurico. 7-4 Raul. 7-4 Hugo. 7-6 Adolpho. 6-2 Alberto Rocha, casado com Catharina Roncaglio da Rocha. Filhos: 7-1 Octavio da Rocha, casado com Sylvia Alvim de Oliveira. 7-2 Amelia Rocha, casada com Francisco Ermelino. 7-3 Maria Rocha, viuva. Teve: 8-1 Eugênio. 8-2 Luiz, casado com AureliAnna da Cruz. 8-3 Elvira, casada com Alvaro da Costa. Teve: 9-1 Alberto. 9-2 Maria de Lourdes. 6-3 Caetanno Rocha, fallecido solteiro. 4-3 Bento Florêncio Munhoz, casado com Maria do Ceo Taborda Ribas, filha do capitão Ricardo José Taborda
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Ribas e de sua mulher Francisca Joaquina de Andrade, 4 -7 de 3-1 de 2-1 foi / 1º Capitulo 2º titulo RodriguesSeixas, desta obra. Sem Descendentes. 4-4 Balbina Licia Munhoz, casada com Major Mathias Taborda Ribas, Commendador e importante industrial. Filho do capitão Ricardo José Taborda Ribas, e de sua mulher Francisca Joaquina de Andrade, já citados em 4-3. Sem geracção. 3-10 Maria Camila de Lima, ultima filha de 2-8, casada com o capitão João Machado da Silva Lima, filho de Agostinho Machado Lima e de sua segunda mulher Maria Cardoso Pazes. Neto pela parte paterna de Mannoel Machado de Lima e de Ursula da Cunha Pinto, de Mogy das Cruzes; neto pela parte matterna de Trifonio Cardozo Pazes; fallecido em Curityba a 13 de Outubro de 1775, em avançada idade e de sua segunda mulher Escolástica Bento Telles, filha do Sargento-mor de Francisco Dinis Pinheiro e de sua mulher Clara Pereira Telles; Tifonio Cardoso Pazes era filho de Simão Cardoso de Leão, fallecido em Curityba em 1715, quando foram inventariados seus bens por sua mulher Izabel Antunes Fernandes, de quem trataremos adiante neste Titulo. Mannoel Machado de Lima era filho de João Machado de Lima, casado em 1680 com 28 annos, em Mogy das Cruzes, com Izabel da Cunha, filha de Alberto Nunes de Bulhões e de sua mulher Anna Maria da Cunha. Neto pela parte paterna de Sebastião Machado de Lima e de Catharina Ribeiro, fallecida em 1665, filha de João Mannoel Vallente e de sua primeira mulher Maria Ribeiro. Sebastião Machado de Lima era filho de Braz Machado e de sua mulher Anna da Costa com quem já era casado em 1623. Teve, 3-10 os seguintes filhos: 4-1 Capitão José Machado da Silva Lima, nascido em
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1822, casou-se em primeiras nupcias com Maria Clara Pinheiro Lima, filha de Vicente Ferreira Pinheiro e sua mulher SabastiAnna Laynes Pinheiro, e em segundas nupcias com Anna Guilhermina Pinheiro Lima, irmã da primeira mulher. Teve do primeiro matrimonio: 5-1 Dr. José Machado Pinheiro Lima, bacharel em Direito, ministro do Tribunal de Justiça de S. Paulo, casado com Máxima Moreira Lima, filha de Antonio Moreira Lima e de sua mulher Constança Alves. Neta pela parte paterna de Francisco Antunes de Lima e de sua mulher Gertrudes CypriAnna de Camargo; neta pela parte matterna de Joaquim Alvez Cardozo e de sua segunda mulher Joaquina Maria de Oliveira. (Genealogia Paulistana, Volume I Pagina 499, 8-6) Teve: 6-1 Dr. José Maximo Pinheiro Lima, advogado, casado com Maria Ephrasia de Lima, natural de Franca. 6-2 Dr. Mario Graccho Pinheiro Lima, medico, casado com Adelina Barbosa, filha de Benedito Augusto Vieira Barbosa, já fallecido, e de sua mulher Carolina Martins Barbosa. Neta pela parte paterna de Antonio José Vieira Barbosa e de Constança Adelina Vieira Barbosa; neta pela parte matterna do Commendador Antonio Martins dos Santos Júnior e de sua mulher Miquelina Augusta Vieira Barbosa. Teve: 7-1 Maria de Lourdes. 6-3 Dr. Ranulpho da Mota Pinheiro Lima, engenheiro civil casado com Carmem Pinto. Tem uma filha. 6-4 Octacilio Augusto Pinheiro Lima. 5-2 Maria Eugenia de Lima, fallecida solteira em S. Paulo. 5-3 Coronel Benigno Augusto Pinheiro Lima, fallecido em Antonina a 8 de Outubro de 1920, onde foi Collector das Rendas, Deputado Estadoal e Chefe politico, casado com Maria Geraldina Rosa de Lima, filha de Joaquim José da Rosa e de sua primeira mulher Maria Geraldina Ferreira da Silva; neta pela parte paterna de
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Mannoel José da Rosa e de sua mulher Maria Francisca de Paula. Teve: 6-1 Dr. Flavio Pinheiro Lima, fazendeiro e advogado residente em Araraquara, S. Paulo. Casado com Alice Monteiro, esta já fallecida. Filhos: 7-1 Noemia, casada. 7-2 Moacyr. 7-3 Rodolpho. 7-4 Alice, casada. 7-5 Ulysses. 7-6 Lauro. 6-2 Clovis Pinheiro Lima, fallecido. Foi promotor publico em S. José dos Pinhais, casado com Francisca Paula Pereira. Filhos: 7-1 Stael Pinheiro Lima, casada com o 1º tenente do exercito Emmanuel da Graça Franco. 7-2 Maximo, acadêmico de Medicina. 7-3 Benigno Ubyrajara. 7-4 Indio, fallecido.. 7-5 Raul. 7-6 India. 7-7 6-3 Maria Clara, fallecida solteira. 6-4 Tenente Coronel Benigno Augusto Pinheiro Lima, serventuario municipal, casado com Noemia de França, filha do coronel Ignacio de Paula França e de sua segunda mulher Izabel Portes de França. Teve: 7-1 Maria de Lourdes de Lima. 7-2 Zair de Lima. 7-3 Izabel, fallecida aos 2 annos. 6-5 Heitor Pinheiro Lima, fallecido em Antonina. Casado com Parizina de Castro, filha de João Antonio de Castro e de sua mulher Victoria Coelho de Castro. Teve: 7-1 Thessalia de castro, casada com Joaquim Picanço. Teve uma filha. 8-1
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7-2 Heitor de Lima Castro, casado. 7-3 Cacilda. 7-4 Maria Eugenia, casada. 7-5 Victoria. 7-6 João Eugênio. 6-6 Maria Eugenia, fallecida solteira. 6-7 Dr. José Maria Pinheiro Lima, nascido em Antonina a 21 de Abril de 1879. Em 1899 matriculou-se na Faculdade de Direito de S. Paulo, completando seu curso a 28 de Dezembro de 1902. Em 28 de Fevêreiro foi nomeado promotor publico da comarca da Lapa, cargo que Occupou até 24 de Fevêreiro de 1904, por ter sido removido para a Promotoria da Capital. Foi nomeado em Julho de 1904 para Juiz municipal da cidade da União da Vitoria, deixando em 1905 esse cargo, para occupar o logar de Promotor publico da comarca de Curityba . Permaneceu até 10 de Outubro de 1916 nesse cargo, sendo removido em seguida para a comarca de Ponta Grossa, não o assumindo porem. É lente cateDr.atico da cadeira de Teoria e Pratica do Processo Criminal, da Faculdade de Direito da Universidade do Paraná. É Doptado de talento, ilustracção e altivez. Casou-se em 2 de Junho de 1907 com Maria Stella de Macedo, filha do capitalista Tobias de Macedo e de sua mulher Rosa Fonseca de Macedo, filha do capitalista José de Barros Fonseca e de sua mulher Maria da Luz Santos Fonseca, já fallecidos. Teve: 7-1 Rosa. 7-2 Rosy. 6-8 Maximo Pinheiro Lima, fallecido solteiro, era gemeo com . . . 6-9 Máxima Pinheiro Lima, solteira. 6-10 Joaquim Pinheiro Lima, fallecido solteiro. 6-11 Plínio Pinheiro Lima, casado com Noemia Machado de Lima. Teve: 7-1 Maria.
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6-12 Anna Guilhermina Pinheiro Lima, fallecida solteira. 6-13 Francisca Pinheiro Lima, fallecida solteira. 6-14 José Pinheiro Lima, fallecido solteiro. 6-15 Aracy Pinheiro Lima. 6-16 Hercilia Pinheiro Lima, casada com Mannoel de Sá Sotto Maior, filho de João de Abreu Sotto Maior e de Gertrudes Ferreira Sotto Maior. Teve: 7-1 Mannoel de Assis. 7-2 Aracybilla. 7-3 Leonidas. 7-4 Hernani. 7-5 Joel. 7-6 Maria Getrudes. 7-7 Flora. 6-17 Clotilde Pinheiro Lima, casada com o Capitão do Exercito Carlos Mannoel de Lima; tem dous filhos. 6-18 Maria da Luz, fallecida solteira. 6-19 Victoria, fallecida. 4-1 Teve do seu segundo matrimonio: 5-4 Dr. Vicente Machado da Silva Lima, nascido no dia 9 de Agosto de 1850, na cidade de Castro. O illustrado Dr. João Cândido Ferreira, ao tomar assento na cadeira que lhe fora confiada pela Academia de Letras do Paraná, fazendo elogio de seu patrono o Dr. Vicente Machado, disse: Desde a sua infancia elle manifestou uma vontade firme e um espirito lúcido. Narra um dos seus biographos que já se constituia chefe resoluto, persuasivo e pratico das relações colegiais e dos prélios infantis...Os livros escolares, elle os devorava admiravelmente, interpretando com facilidade rara os seus assumptos, vencendo classes mais adiantadas nas pugnas estimulantes das sabbatinas, a férula... Aos 16 annos (1876), entrava para a academia
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de S. Paulo e aos 21 recebia o grau de bacharel em Direito. Em todo esse lastro, escreveu o saudoso paranaense Domingos Nascimento, elle foi : primus inter-pares - nas agitações ruidosas da vida boemia e das correntes libertarias do seu tempo. Na Pauliceia, durante o seu curso, elle se impos como um boêmio cheio de ouzadia e de talento. Abolicionista entusiasta, elle não perdi occasião de manifestar o seu ardor pelas campanhas em prol da liberdade; democrata exaltado, elle estava sempre prompto para luctar pelo advento da Republica. Formado em 1881, regressa ao seu estado natal, ocupando successivamente os seguintes cargos: Promotor publico da Capital em 1881. Secretario do Govêrno em 1882. Lente de Philosophia, no Instituto paranaense. Juiz Municipal da comarca de Ponta Grossa, em 1883. Agora que fale o illustre patrício Dr. Sebastião Paraná, naquelle estilo sé eu, atraente bizarro, sobre esses varios estádios da carreira triumphal do grande paranaense. Diz o illustre confrade: Sua estréia na tribuna judiciária foi importante, constituindo um vêrdadeiro triunfo. Lembramo-nos ainda da victoria extraordinária alcançada então pelo jovem órgão da justiça social nesse memorável torneio da inteligência. Velhos e distinctos advogados o escutaram com attenção, sentindo-se emocionados ao som do psalmo brilhantíssimo pronunciado com fervor pelo inspirado tribuno. Deixando o cargo do Promotor publico da Capital, em que tanto se distinguiu pela sua inteligência máscula e reconhecida competência profissional, Foi nomeado em 1882 Secretario do Govêrno do Dr. Carlos Augusto de Carvalho, prestando rellevantes serviços aquella fecunda administracção provincial. Da cadeira de Secretario do Govêrno passou para a de lente de Philosophia do Instituo paranaense. Neste honroso posto vimo-lo por vezes prender a attenção de seus alumnos em luminosas dissertações científicas. Em 1883 foi nomeado Juiz Municipal da comarca de Ponta Grossa.
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Durante a curta permanência na sua cadeira de Juiz honesto e criterioso, soube honrar a magistratura nacional, aplicando em suas decisões todas as normas da jurysprudência. Espírito alevantado e superior, talhado para não vivêr submisso e as voltas com velhos autos, deixou o cargo de juiz e abriu banca de advogado naquella cidade do interior, onde iniciou com brilhantismo a sua carreira politica, filiando-se ao Partido Liberal... Em 1884, durante a administracção do Dr. Brazilio Machado, foi assíduo colaborador do Dezenove de Dezembro e Provincia do Paraná, onde escreveu excellentes artigos sobre a causa publica, revelando-se ardoso abolicionista. Sentindo necessidade de um ambiente mais amplo, mais agitado, onde as suas qualidades de locutor ousado e de orador eloqüente pudessem expandir-se livremente, atirou-se aos braços seductores da politica. Ferindo-se em 1886 o pleito elleitoral para os cargos de Deputados à Assembléa Provincial, elle apresentou-se candidato dissidente do Partido Liberal em que militava. A sua fama de moço intelligente e de orador primoroso, de patriota ardente e esforçado lutador, conquistou os suffragios suficientes para a sua victoria, nesse pleito memorável. Aos olhos ávidos e pasmos de seus pares, o deputado dissidente patenteou, nesse biennio (1886-1887), toda a força pujante de seu talento, revelando ao mesmo tempo o seu assentuário espírito de politico previdente e mais que tudo o estranho amor por esta terra que foi sempre o seu maior orgulho (Dr. J. Perneta) Assim se foi constituindo o núcleo de um grupo de correligionários que o cercavam com dedicacção e o aplaudiam com enthusiasmo, atrahidos todos pela fascinacção do seu valor pessoal e pela ascendência que, naturalmente, elle ia exercendo em qualquer meio em que militasse. Taes qualidades revelou nesse biennio, que já no seguinte o Partido Liberal o apresentou como candidato official. Era seu lema a aspiracção do poeta Sobre por teu valor, Valle por teu trabalho.
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Para esmar o seu prestígio politico, conquistado em tão curto lapso de tempo, basta recordar que o Conselheiro Jesuino Marcondes, atilado e acatado chefe liberal, ao communicar a escolha do jovem paranaense disse, em uma reunião de amigos íntimos: - Eis aqui a esperança do partido. De facto em 1888, em um notável discurso, na Assembléa Provincial fez, com o ardor de um vêrdadeiro crente, a sua profissão de fé republicAnna. Na sessão de 22 de Agosto desse mesmo anno justificou um indicacção , em palavras ardentes, sobre a necessidade inadiável de tornar-se efetiva a federacção das Provincias por uma descentralizacção completa, politica e administrativa. Essa indicacção apresentada pelo moço republicanno, teve larga repercussão, na Provincia e fora della. Na
sessão de 23 de Setembro de 1889, dous meses antes da
proclamacção da Republica, pronunciou um discurso
arrebatador onde reaffirmava suas convicções
republicAnnas. Depois foi Presidente da Câmara de Curityba e mais tarde superintendente da Instrucção Publica do Paraná. O facto de ter Vicente Machado ocupando um raro brilho tantas e tão variadas posições durante um curto espaço de tempo e em todas ter manifestado inescedível capacidade de trabalho e uma competência assombrosa, é prova eloqüente de que elle possuia um conjunto de dotes excepcionais que o extremavam dos seus concidadãos. Com o grande predomínio que já exercia nesse territorio, e o afã que o evidenciava de cercar o Estado de todas as garantias, promovendo seu progresso e assegurando todas as garantias, elle não podia deixar de fazer parte do Congresso Constituinte Estadoal, presidindo a confecção da nossa carta constitucional. Foi além, superintendeu a organizacção do ensino, da força publica, da justiça em todos esses departamentos da administracção o cunho de sua individualidade superior.
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Em 13 de Abril de 1893, na qualidade de Vice- Govêrnador do Estado, assumiu a responsabilidade do Govêrno, justamente quando a revolução federalista, talando os campos do Rio Grande, se aprestava para invadir as fronteiras do Paraná acossada pelas forças legais. Invadido o Paraná em Janeiro do anno seguinte, O Govêrnador preparava-se para assegurar a ordem publica e garantir a tranqüilidade do Estado conforme a moção votada pelo poder Legislactivo de 30 de Novembro de 1893. Não tendo encontrado apoio para um resistência efficaz à hora invasora, Vicente Machado foi obrigado a deixar a Capital a 18 de Janeiro ficando suspenso no estado o Govêrno Legal. Reassumiu as suas funcções a 12 de Abril, em Castro, e entrando em Curityba a 5 de Maio de 1894, dirigiu ao Congresso Legislactivo a mensagem, a 18 do mesmo mez, na qual affirmava: Diz-me a conssciencia que utilizando os poderes que me conferistes, tudo fiz para que o nosso querido Estado não fosse vitimado pela invasão, o que infelizmente não pude lograr pelo desdobramento sinistro que os acontecimentos imprimiu a fatalidade. Accusado de ter abandonado o Estado, deixando sem defesa os amigos e o territorio confiado à sua guarda, defendeu-se cabalmente. Eu não havia de ficar, disse elle no Senado, guardando sereno o posto que me confiara o voto popular, quando não tinha ellementos para garantir a minha auctoridade, nem forças para fazê-la respeitar; praticaria um sacrifício inutil, permanecendo na capital, quando diante de mim eu via correr apavorado o Commandante do Distrito, o chefe de todas as forças militares, e não seria com duas ordanças que acompanhado de meia dúzia de amigos desarmados, que poderia resistir à insvasão; e quando se escrevêr a historia desapaexonada e desprevenida de todos esses factos, há de se dizer que procedi com dignidade, civismo e patriotismo. Decorridos alguns dias, após a sua chegada triumphal, eis que se propa-la causando arrepios de terror, a noticia de uma carnificina na Serra. Levantou-se a mais formidável e torva accusacção ao chefe
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do Govêrno Legal, sendo entretanto, bastante a narrativa do monstruoso attentado para que se tenha a firme convicção de que um homem da estofa de Vicente Machado não seria capaz de tamanha covardia. Era o massacre de patricios bons e inoffensivos, autorizado pelo mais auto representante militar da legalidade. Vicente Machado que era então Govêrnador do Estado, foi Accusado veemente como um dos responsáveis por essa innominavel carnificina e carregou por longo tempo, com o peso dessa injusta accusacção. Estranho a tudo que se referia aquelle acontecimento, publicou sem tardança um manifesto eloqüente, energico rico de conceitos ellevados, afastando de seus ombros qualquer co-participacção e protestando contra os actos do representante do Govêrno Federal. ParAnnaense, diz elle, e amigo do meu Estado, cheio de cuidados pela união da familia paranaense jamais poderei concorrer para que a sombra do meu nome humilde, e com a responsabilidade do alto cargo que ocupo, frutifique a semente do ódio e da vingança e todo o seu lúgubre cortejo d e horrores. A excelência do regime republicanno esta nisso: dentro da lei há remédio para todos os males. Os meus patricios que por um motivo qualquer cahiram debaixo da acção da lei pela comunhão com a revolta, podem se conshervar tranqüilos quanto a perseguição e violências por parte das auctoridades do Estado, assim, como, estou certo, estarão por parte das auctoridades da União. Nada dignifica tanto a auctoridade como sevêra aplicacção da lei. Dos efeitos desta não devem temer os que tivêrem por si justiça. Discuta-se a mensagem em que Florianno Peixoto pedia aprovacção de seus actos durante a revolta (Sessão de 30 de maio de 1895). Vicente Machado depois de justificar o pedido de Florino Peixoto, proferiu, com o desassombro de que tem a conssciencia pura e as mãos limpas, uma defesa de seus actos na vigencia do Estado de sitio no Paraná, que levou a convição aos espiritos de seus pares.
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Referindo-se a esse facto, pronunciou essas palavras no Congresso do Estado (Sessão de Outubro de 1897): Outro dia na Tribuna do Senado, o orador ouviu a voz do patriotismo, do patriotismo substanciado na individualidade de um illustre servidor da Patria, que foi o primeiro que no dia em que punha os pés no recinto do Senado perguntou se podia cumprimentar aos representantes do Paraná, sem receio de que lhe ficasse pendente da mão uma gotta de sangue. O espírito nacional investigou ponto por ponto esse período negro da história paranaense, e dias depois o orador teve a aventura incomparável de ouvir desse benemerito servidor da Patria cujo nome declino com veneracção, o snr. Marechal Almeida Barreto, as seguintes palavras: eu me orgulho de poder cumprimentar os dignos representantes do Paraná; elles não tivêram as mínimas responsabilidades da scenas sanguinolentas que se deram na Serra. - Vicente Machado era um lutador impetuoso, ardego, mas nunca despia a chamide de cavalheiro. Atacar de tocaia só os fazem os tarados ou os covardes, e Vicente Machado de tudo isso estava longe. De como procedeu Vicente Macho como administrador e defensor da legalidade, dá justa medida este tellegrama em que Florianno Peixoto responde a communicacção que elle fez de deixar o govêrno, a 16 de Junho de 1894: Dr. Vicente Machado. Não posso deixar de confessar que fui sempre ....dido pelo vosso tellegrama em que das parte deixaste Govêrno do Estado, ao qual já antes prestado rellevantes serviços como administrador nos tempos mais difficeis esforçado trabalhador pela consolidacção da Republica. Sem ofensa ao vosso substituto, acreditae que sinto muito a vossa retirada n´esta quadra de sacrifícios, dedicacção, devotamento a esta Patria RepublicAnna. Saudações. - Florianno Peixoto. - Em 1895 foi elleito apos um pleito dos mais renhidos, que já se feriu no Paraná e onde pos em evidência os recursos de um lutador indefeso, e de um chefe invencível.
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Elleito Senador da Republica, diz o Dr. J. Perneta, assim que attingiu a idade constitucional, a sua individualidade logo se destacou no seio da alta corporacção legislativa, pela sua palavra insinuante e competente, nas discussões dos problemas mais complexos, pelo seu ardor cívico e pela sua inabalavel fé republicAnna. Em franca opposição à politica trilhada pelo govêrno do Dr. Prudente de Morais, na tribuna do senado, os seus pares e os seus concidadãos pasmaram diante de sua energia do seu talento e do seu vigor inexcedíveis. Elle exerceu tal predomínio n´esta cooperacção, desenvolveu em todas as discussões tal fecunda e auctoridade, manifestou-se, em summa, tão brilhante e completo parlamentar, que o Dr. Campos Sales, na suprema magistratura do Paes, sopitando recentes aggravos, chamou-o e confiou-lhe a liderança daquella Camara Alta. Tendo combatido com Ardor a candidatura de Campos Sales à suprema magistratura d Republica e infligindo-lhe uma tremenda derrota, apezar da pressão indébita e escandalosa do Govêrno da União, que chegou ao extremo de mandar um vaso de Guerra às aguas de Paranaguá, o seu valor indiscutível fez olvidar todas as maguas, calar todos os ressentimentos. - Em 1903, foi elleito Presidente do Estado sem competidor, tendo assim assumido o Govêrno de 25 de Fevêreiro de 1904. - Quando estava na plenitude do seu vigor intellectual, quando mais amplos e Bellos se descortinavam, à sua visão de estadista novos seductores horizontes, eis que à 3 de Março de 1907, aos 46 annos e 7 meses, a morte interrompeu aquella vida de escol. No dia seguinte ao do seu passamento em sessão do Generoso Marques dos Santos, que era tambem o chefe da opposição, levantou-se promovido e pronunciou estas palavras eloqüentes que bem evidenciam a ellevada consideracção em que era tido o preclaro paranaense: - Snr Presidente com toda a sinceridade, profundamente consternada, a bancada oposicionista, desta casa, associa-se a moção de pazar que acaba de ser proposta pelo nobre
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líder da maioria, pelo infausto e lamentavel fallecimento do eminente paranaense, a quem estavam confiadas as rédeas da suprema govêrnacção do Estado. O Dr. Vicente Machado da Silva Lima, durante um quarto de século, que durou a sua vida publica, exerceu notável, e nos ultimos 15 annos à esta parte, decisiva influencia nos negócios Publicos do Paraná, prestando rellevantes à sua terra natal. Referindo-se à questão de limites, onde o povo paranaense, olvidando todas as dissenções partidárias, se levantou como um só homem, cheio de energia, de ardor, devotamento para defender a integridade do seu territorio e onde sublimou a acção de Vicente Machado, assim fallou o valoroso chefe da minoria: ... é inquestionável que o povo paranaense, sem distincção de partidos , deve-lhe um tributo de eterna gratidão pela attitude intelligente, altiva, resoluta, enérgica e abnegada, com que se manteve ameaçado de periclitar a integridade da Patria paranaense. E isso basta, Snr. Presidente, para que o povo rodeie compungido, o corpo, hoje inanimado, desse homem que hontem, na pujança da sua vitalidade, recebia desse mesmo povo os mais enthusiasticos applausos. Foi tão rápida a passagem de Vicente Machado pela terra que faz lembra o aerolito que risca a atmosphera em súbita fulguracção e já tomba no cadoz do seu destino. Mas esse rápido perlustrar por nosso ambiente, elle deixou uma obra de tal como e de tal vastidão, que o tempo não o conseguirá demolir, antes engrandecer. A morte de Vicente Machado abalou os fundamentos de sua obra e tudo transmutou. O tempo em seu carro cheio de mistérios e surpresas, vae andando, vae correndo, sem breque que o detenha nem impulso que o acellere, deixando uns no pó da estrada e outros nos pináculos da montanha, insensível e indifferente a tudo e a todos; mas, a justiça que o acompanha em sua trajectória sem fim, ora célere, ora tarda, vae sondando, vae pesando e vae medindo tudo para a sua obra
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inexorável de reparacção, para a sua sentença inappelavel e eterna. A medida que o tempo corre, a justiça implacável vae penetrando mais fundo os arcannos da vida de Vicente Machado e mais saliente e mais fulgurante apparece na historia chontemporânea, a sua figura inconfudivel. ( exceto do Discurso do Dr. João Cândido). Foi casado em primeiras nupcias com Antonia Moreira Lima, filha de Antonio Moreira Lima e de sua mulher Constança Alves, já descrita em 5-1 retro. Casado em segundas nupcias com Heiena de Loyola, filha do coronel Joaquim Antonio Loyola e de sua mulher Guilhermina dos Santos Loyola, 5-3 de 4 -3 de 5-3 de 2-7, /8º. Do Capitulo 2º deste titulo. Teve do primeiro matrimonio: 6-1 Dr. Caio Gracho Machado de Lima, advogado, redactor director do jornal O Dia, casado com Ercilia Coelho viuva de Armando Paeva, filha de Luiz Antonio da Silva Coelho e de sua mulher Maria Calara de Bittencourt. Sem geracção. 6-2 Dr. Antonio Jorge da Silva Lima, advogado, consultor juridico da Dellegacia Fiscal do Paraná; casado com Zayra de Abreu, filha do Dr. Cândido Ferreira de Abreu e de sua mulher Euphrosina Corrêa de Abreu. Filhos: 7-1 Risoleta. 7-2 Diva. 7-3 Dilvaneta. 7-4 Armando Jorge. 7-5 Regina Maria. 7-6 Cândido Jorge. 6-3 Dr. Vicente Machado Filho, advogado, casado com Ondina Cordeiro Machado. Filhos: 7-1 Eglé. 7-2 Edith. 7-3 Wdilberto. 7-4 Edmar. 7-5 Eny. 6-4 Vatendina Machado de Lima, fallecida.
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6-5 João Antonio Machado de Lima, solteiro, fiscal do Impostos de consumo, no interior do Paraná. Do segundo matrimonio teve os filhos já descriptos no capitulo 2º deste titulo. 5-5 José Eugênio Machado de Lima, fallecido, foi casado em Itatiba, Estado de S. Paulo, com Veturia Lima. Filhos: 6-1 Maria de Lourdes, casada 6-2 Olga, casada 6-3 Zilda, solteira 6-4 Odette, solteira 5-6 Octavio Elpidio Machado Lima, contador dos Correios do Paraná e Promotor Publico em Jacarézinho. Foi casado com Maria Elisa Leite. Filhos: 6-1 Maria de Lourdes, casada. 6-2 Olga, casada. 6-3 Zilda, solteira. 6-4 Odette, solteira. 5-7 Maria Camilla de Lima Menezes, fallecida, foi a primeira mulher do Tenente-Coronel do exercito, Commandante do 13º Batalhão de Caçadores de Joinville Adalberto Antonio Gonçalves de Menezes, filho do Major Joaquim Antonio Gonçalves de Menezes e de Catharina de Macedo Menezes. Teve: 6-1 Francisca, fallecida 6-2 Maria, casada com Edmundo Leitner 6-3 Euthalia de Menezes Freitas, casada com Pedro de Freitas. Teve: 7-1 7-2 Maria Camilla 6-4 Catharina de Menezes, casada com Alcebiades Liberali, collector federal da Palmeira. 6-5 Daura. 5-8 Heitor, fallecido. 4-2 Joaquina Maria da Cunha, filha de 3-10.
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